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	<title>Escritura Sagrada &#187; autoridade das Escrituras</title>
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	<description>inspiração, estudo, e aplicação</description>
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		<title>A inspiração e autoridade das Escrituras: uma perspectiva missiológica</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Sep 2007 23:29:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Timóteo</dc:creator>
				<category><![CDATA[autoridade das Escrituras]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das &#8220;reformas&#8221; mais marcantes da Reforma Protestante foi no seu conceito das Sagradas Escrituras. O grito protestante (era mesmo um protesto!), sola Scriptura, era o anúncio inequívoco da suprema autoridade e plena inspiração da Bíblia e, ao mesmo tempo, uma denúncia da autoridade da tradição eclesiástica que se colocava no mesmo pé de igualdade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das &#8220;reformas&#8221; mais marcantes da Reforma Protestante foi no seu conceito das Sagradas Escrituras. O grito protestante (era mesmo um protesto!), <em>sola Scriptura</em>, era o <em>anúncio</em> inequívoco da suprema autoridade e plena inspiração da Bíblia e, ao mesmo tempo, uma <em>denúncia </em>da autoridade da tradição eclesiástica que se colocava no mesmo pé de igualdade com as Escrituras. O discurso reformado a respeito das Escrituras foi tão marcante que surtiu vários efeitos significantes. Por exemplo, transformou o conceito e a ordem da liturgia cristã. Com a ênfase no <em>sola Scriptura</em> destacava-se a pregação da Palavra, ao invés da celebração da ceia como na missa católica. Também a ênfase na autoridade suprema das Escrituras contribuiu para mudanças no governo da igreja. E assim as igrejas reformadas se distanciaram dum sistema de governo estreitamente hierárquico. É possível dizer que o respaldo de <em>sola Scriptura</em> despertou um novo interesse na exegese e menor interesse na dogmática ou na teologia histórica que, até hoje, são exploradas mais no meio católico (talvez os nossos teólogos discordem comigo!). Além destas transformações inteiras, a doutrina da autoridade e inspiração da Bíblia influenciou significantemente até mesmo na organização social e cultural dos povos mais atingidos pela Reforma Protestante. Por exemplo, por valorizar a leitura, foram especialmente os protestantes, por meio do movimento missionário, que promoveram cada vez mais a alfabetização, o ensino popular e até mesmo a ciência. Também contribuiu para o nascimento e promoção dos conceitos democráticos de governo. Logo a &#8220;reforma&#8221; no conceito das Escrituras foi incalculável dentro e fora da igreja, e permenece um dos assuntos mais importantes no meio evangélico.</p>
<p>Por isso mesmo, resolvi escrever sobre este assunto sob uma nova ótica, a da missiologia. A missiologia, diferente da teologia, é uma reflexão dinâmica a partir da tarefa da igreja no mundo. Disto, eventualmente nasce a sua filha, a teologia, que procura sistematizar as reflexões missiólogicas além do seu contexto original e aplicá-las de modo mais geral. A reflexão que encontramos no Novo Testamento, por exemplo, é &#8220;missiológica&#8221;. Podemos também chamá-la de teologia de praxis. Foram os apologistas dos séculos posteriores que produziram as primeiras &#8220;teologias&#8221; como conhecemos hoje, em forma mais sistemática.<span id="more-53"></span></p>
<p>O que diremos, pois, da autoridade e inspiração das Escrituras, duma perspectiva missiológica? Primeiro, lembramos duma importante distinção teológica dos reformadores. Entenderam que todas as três afirmações básicas da Reforma, <em>sola Scriptura</em> (somente as Escrituras), <em>sola gratia</em> (somente a graça), e <em>sola fidei</em> (somente a fé), devem ser subordinadas à afirmação maior de <em><strong>solus Christus</strong></em>. Por isso queriam dizer que, sem um encontro vivo com Cristo, não se ouve as Escrituras com a devida inspiração e autoridade divinas porque Cristo é quem se dirije a nós pela leitura da Bíblia. Também, não experimentamos a graça de Deus, senão, somente pela eficácia da morte e ressurreição de Cristo, e somente dele nasce a nossa fé. É bom ressaltar esta distinção hoje, porque põe a discussão a respeito das Escrituras no seu devido lugar mais pessoal e menos abstrato, um lugar que ao meu ver, tanto <em>intensifica </em>a sua importância quanto a <em>dinamiza</em>.</p>
<p><em>Intensifica </em>porque se Cristo nos fala de modo especial através das Escrituras, a sua autoridade e inspiração aumentam. <em>Dinamiza </em>porque tal inspiração e autoridade se mostra muito mais pessoal e relacional que abstrata, estática e mecânica. Afinal, a linguagem das Escrituras a seu próprio respeito não é uma linguagem altamente pessoal e relacional? Veja, por exemplo, as seguintes afirmações bíblicas do salmista:</p>
<ul>
<li>Com a sua palavra Deus veio curá-los e livrou-os da morte! (Salmo 107.20)</li>
<li>Como é doce o gosto das tuas palavras; é mais doce do que o mel! (Salmo 119.103) &#8230; Antes de me teres punido, andava errado; mas agora obedeço à tua palavra. (v.67) &#8230; Com ânsia espero que me salves; pois pus a minha esperança na tua palavra! Os meus olhos anseiam por ver cumprida a tua palavra e eu pergunto: &#8220;Quando virás dar-me conforto?&#8221; (vv. 81-82) &#8230; A tua palavra é o farol que me guia; é a luz do meu caminho. Fiz um juramento e vou cumpri-lo: porei em prática os teus justos decretos. (vv.105-106) &#8230; Tu és quem me ampara e me protege; na tua palavra pus a minha esperança. (v.114)</li>
<li>Com toda a minha alma espero o Senhor e confio na sua palavra. (Salmo 130.5)</li>
</ul>
<p>A resposta apropriada e igualmente pessoal do seguidor de Deus somente pode ser uma de plena e alegre obediência, sem diminuir ou acrescentar uma só palavra (Deuteronômio 4.2).</p>
<p>Mas mesmo com esta dimensão altamente experimental, são muitas descrições da <em>qualidade </em>em si das Escrituras. A &#8220;essência&#8221; da Palavra de Deus se descreve tipicamente com qualificativos superlativos, tais como:</p>
<ul>
<li>&#8220;perfeita&#8221;, &#8220;fiel&#8221; e &#8220;sábias&#8221; (Salmo 19.8)</li>
<li>&#8220;justas&#8221;, &#8220;claras&#8221;, e esclarecedoras&#8221; (Salmo 19.9)</li>
<li>&#8220;boas&#8221;, &#8220;permanentes&#8221; e &#8220;verdadeiras&#8221; (Salmo 19.10)</li>
<li>&#8220;mais desjáveis do que ouro puro&#8221; e &#8220;mais doces que o mel dos favos&#8221; (Salmo 19.11)</li>
<li>&#8220;instrutivas&#8221; e &#8220;proveitosas&#8221; (Salmo 19.12)</li>
</ul>
<p>Três qualificativos são especialmente aplicados à essência das Escrituras: são <em>verdadeiras </em>(cf. Salmo 33.4-5) ,  são <em>confiáveis </em>(Cf. Salmo 119.89-91, 160) ; e são <em>eficazes </em>ou poderosas  (cf. Hebreus 4.12; Filemom 6; e Tiago 1.22).</p>
<p>Com tantos qualificativos tão bons e tão superlativos é admirável a insistência atual no meio evangélico no uso da palavra &#8220;inerrante&#8221; para qualificar a doutrina da inspiração e autoridade das Escrituras! A forte impressão que se tem é que sem uma afirmação da inerrância das Escrituras, não há um compromisso ortodoxo e sério o suficiente com as Escrituras. Mas se fosse assim, a perspectiva das Escrituras ao seu próprio respeito seria aquém de tal definição de ortodoxia. Ao meu ver, o contrário é o caso. Isto é, <em>uma afirmação da inerrância das Escrituras é uma afirmação muito aquém da afirmação das próprias Escrituras</em>. A afirmação da inerrância das Escrituras é uma afirmação insuficiente quando se depara com as afirmações nas Escrituras a seu próprio respeito. O problema com o conceito da inerrância são vários, a saber:</p>
<ol>
<li>Na prática, a doutrina da inerrância impõe um critério estranho e moderno à avaliação das Escrituras. Digo &#8220;na prática&#8221; porque a doutrina da inerrância frequentemente desemboca numa metodologia de interpretação que desvaloriza a crítica histórica e metodologias que não sejam apenas gramaticais. No fim, a defesa da doutrina da inerrância corre o perigo de ser muito mais uma luta a favor de uma metodologia de interpretação do que uma defesa da autoridade e inspiração das Escrituras em si. Ora, a metodologia gramatical é o bê-á-bá da interpretação bíblica e de toda análise literária. Entretanto, lingüistas e peritos na área da comunicação, todos concordam que a metodologia gramatical não é a única metodologia à nossa disposição no estudo literário e certamente não revela tudo.</li>
<li>Na Bíblia o conceito de inerrância é um conceito aplicado a pessoas (Gênesis 4.12, 14; Jó 6.24; Salmo 58.4; 119.176; Jeremias 50.9; Juízes 20.16; Provérbios 12.26; 14.22) e não às Escrituras. Quem deve ser inerrante somos nós na nossa conduta e na nossa fé! Ou seja, o conceito da inerrância&#8221; é um conceito que provém do campo da <em>ética</em>, e não do campo da <em>ontologia</em>. Refere-se à conduta humana, e não à composição das Escrituras. O mais certo é advogar a doutrina da inerrância (isto é, a perseverança) na conduta cristã!</li>
</ol>
<p>O que estamos dizendo, então: que as Escrituras podem errar? Se por isso, quer dizer, que as Escrituras são imperfeitas, menos que justas, não inteiramente fiéis, não tão doce quanto o mel ou menos desejáveis que ouro refinado&#8230; então, de jeito algum! Neste sentido podemos também afirmar a inerrância das Escrituras, sem entretanto, limitar as metodologias que aplicamos a sua interpretação. Mas infelizmente não é apenas isso que os defensores da inerrância das Escrituras querem promover. Querem também promover <em>uma </em>metodologia &#8220;certa&#8221; de interpretação e <em>censurar </em>outras.</p>
<p>Qual seria uma postura recomendável, se formos obrigados a ultrapassar ou resumir as belas afirmações das próprias Escrituras? Diríamos assim&#8230;</p>
<ol>
<li>As Escrituras são uma parte essencial e um relato fidedigno da auto-revelação especial de Deus. Todos os livros do Antigo e do Novo Testamento foram inspirados por Deus, se constituem como a sua palavra escrita, a única regra infalível de fé e de prática. Devem ser interpretados conforme o seu contexto e propósito e obedecidos no temor do Senhor que é quem fala por meio deles em poder vivo. Assim, reconhecemos o processo histórico, cultural e literário no qual os diversos autores viviam e escreveram e pelo qual Deus nos trouxe a Palavra. Igualmente, reconhecemos os propósitos de cada autor e, acima de tudo, que Deus teve quando as Escrituras foram escritas. Efetivamente pressupomos, usando a analogia da encarnação, a plena divina inspiração das Escrituras, quanto a sua plena humanidade ou historicidade.</li>
<li>Como a Palavra de Deus, todas as Escrituras são absolutamente essenciais para nossa ação em prol do Evangelho. Esta postura nos leva à participação sem vacilar no <em>missio Dei</em>, revelada definitivamente em Jesus Cristo e manifestada pela obra contínua do Espírito Santo. A criação inteira, inclusive toda a humanidade, encontra o seu devido propósito e lugar unicamente em relacionamento vivo com Jesus Cristo.</li>
<li>A igreja compreende a sua tarefa no mundo (a motivação, o meio, a prioridade, o alvo, o alcance e o significado desta missão) em referência a própria missão de Deus para e em prol do mundo. Esta compreensão se informa por reflexão cuidadosa na revelação de Deus nas Escrituras e por atenção diligente, conforme o padrão paulino, em contextos específicos. A reflexão da igreja sobre sua tarefa no mundo (a missiologia) nunca se completa, da mesma forma que a sua missão para e pelo mundo só se completa no retorno de Cristo. A reflexão teológica contextual sempre permanece essencial para o engajamento eficaz da igreja na missão de Deus.</li>
<li>&#8220;Missão&#8221;, portanto, sempre é a <em>raison d&#8217;être</em> <strong>penúltima </strong>da igreja. Sua razão <strong>última </strong>de ser, para a qual a missão deverá contribuir, é a glória de Deus. Esta distinção é imporante e nos guarda dos perigos da auto-promoção eclesiática ou missionária. Quando a igreja se engaja corajosa e sacrificialmente na missão de Deus, sua própria chamada se renova e a glória de Deus é mais conhecida pela superfície da terra.</li>
<li>A igreja hoje continua a tarefa do povo de Deus desde o chamado de Abraão e que é derivada da própria missão e natureza de Deus. A natureza atual desta tarefa se esclarece através da reflexão atenciosa nas manifestações anteriores da misão de Deus através dos séculos, mas com atenção especial às Escrituras e reconhecendo a prioridade hermenêutica do Novo Testamento como o cumprimento desta expressão.</li>
<li>O desempenho da igreja na missão de Deus deve ser contínuo não apenas com a história desta missão, mas também deve se expressar em continuidade com todo o povo de Deus ao redor do mundo. Isto é, a unidade do povo de Deus mundialmente é também desafio para sua fidelidade. Em João 17.21, Cristo orou em favor dos seus seguidores, &#8220;que todos sejam um, como tú és,ó Pai, em mim e eu em ti também sejam eles em nós, para que o mundo creia que tú me enviaste.&#8221; Que nós sejamos uma resposta a esta oração ao invés da sua ocasião.</li>
</ol>
<p>Eis as nossas observações mais missiológicas. E uma boa afirmação teológica? Ainda achamos que a <strong><em>Confissão de Westminster</em></strong> promove excelente reflexão teológica da autoridade e inspiração das Escrituras. Veja, especialmente os seguintes parágrafos:</p>
<p>CAPÍTULO I<br />
DA ESCRITURA SAGRADA</p>
<p>I. Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal modo manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação; por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda. Isto torna indispensável a Escritura Sagrada, tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo.</p>
<p>Referências &#8211; Sal. 19: 1-4; Rom. 1: 32, e 2: 1, e 1: 19-20, e 2: 14-15; I Cor. 1:21, e 2:13-14; Heb. 1:1-2; Luc. 1:3-4; Rom. 15:4; Mat. 4:4, 7, 10; Isa. 8: 20; I Tim. 3: I5; II Pedro 1: 19.</p>
<p>II. Sob o nome de Escritura Sagrada, ou Palavra de Deus escrita, incluem-se agora todos os livros do Velho e do Novo Testamento, que são os seguintes, todos dados por inspiração de Deus para serem a regra de fé e de prática:</p>
<p>O VELHO TESTAMENTO</p>
<p>Gênesis<br />
Êxodo<br />
Levítico<br />
Números<br />
Deuteronômio<br />
Josué<br />
Juízes<br />
Rute<br />
I Samuel<br />
II Samuel<br />
I Reis<br />
II Reis<br />
I Crônicas<br />
II Crônicas<br />
Esdras<br />
Neemias<br />
Ester<br />
Jó<br />
Salmos<br />
Provérbios<br />
Eclesiastes<br />
Cântico dos Cânticos<br />
Jeremias<br />
Isaías<br />
Lamentações<br />
Ezequiel<br />
Daniel<br />
Oséias<br />
Joel<br />
Amós<br />
Obadias<br />
Jonas<br />
Miquéias<br />
Naum<br />
Habacuque<br />
Sofonias<br />
Ageu<br />
Zacarias<br />
Malaquias</p>
<p>O NOVO TESTAMENTO</p>
<p>Mateus<br />
Marcos<br />
Lucas<br />
João<br />
Atos<br />
Romanos<br />
I Coríntios<br />
II Coríntios<br />
Gálatas<br />
Efésios<br />
Filipenses<br />
Colossenses<br />
I Tessalonicenses<br />
II Tessalonicenses<br />
I Timóteo<br />
II Timóteo<br />
Tito<br />
Filemon<br />
Hebreus<br />
Tiago<br />
I Pedro<br />
II Pedro<br />
I João<br />
II João<br />
III João<br />
Judas<br />
Apocalípse</p>
<p>Ref. Ef. 2:20; Apoc. 22:18-19: II Tim. 3:16; Mat. 11:27.</p>
<p>III. Os livros geralmente chamados Apócrifos, não sendo de inspiração divina, não fazem parte do cânon da Escritura; não são, portanto, de autoridade na Igreja de Deus, nem de modo algum podem ser aprovados ou empregados senão como escritos humanos.</p>
<p>Ref.  Luc. 24:27,44; Rom. 3:2; II Pedro 1:21.</p>
<p>IV. A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu autor; tem, portanto, de ser recebida, porque é a palavra de Deus.</p>
<p>Ref.  II Tim. 3:16; I João 5:9, I Tess. 2:13.</p>
<p>V. Pelo testemunho da Igreja podemos ser movidos e incitados a um alto e reverente apreço da Escritura Sagrada; a suprema excelência do seu conteúdo, e eficácia da sua doutrina, a majestade do seu estilo, a harmonia de todas as suas partes, o escopo do seu todo (que é dar a Deus toda a glória), a plena revelação que faz do único meio de salvar-se o homem, as suas muitas outras excelências incomparáveis e completa perfeição, são argumentos pelos quais abundantemente se evidencia ser ela a palavra de Deus; contudo, a nossa plena persuasão e certeza da sua infalível verdade e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo, que pela palavra e com a palavra testifica em nossos corações.</p>
<p>Ref.  I Tim. 3:15; I João 2:20,27; João 16:13-14; I Cor. 2:10-12.</p>
<p>VI. Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela. À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espíri&#8217;to, nem por tradições dos homens; reconhecemos, entretanto, ser necessária a íntima iluminação do Espírito de Deus para a salvadora compreensão das coisas reveladas na palavra, e que há algumas circunstâncias, quanto ao culto de Deus e ao governo da Igreja, comum às ações e sociedades humanas, as quais têm de ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudência cristã, segundo as regras gerais da palavra, que sempre devem ser observadas.</p>
<p>Ref.  II Tim. 3:15-17; Gal.  1:8; II Tess. 2:2; João 6:45; I Cor. 2:9, 10, l2; I Cor. 11:13-14.</p>
<p>VII. Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos; contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvação, em um ou outro passo da Escritura são tão claramente expostas e explicadas, que não só os doutos, mas ainda os indoutos, no devido uso dos meios ordinários, podem alcançar uma suficiente compreensão delas.</p>
<p>Ref.  II Pedro 3:16; Sal. 119:105, 130; Atos 17:11.</p>
<p>VIII. O Velho Testamento em Hebraico (língua vulgar do antigo povo de Deus) e o Novo Testamento em Grego (a língua mais geralmente conhecida entre as nações no tempo em que ele foi escrito), sendo inspirados imediatamente por Deus e pelo seu singular cuidado e providência conservados puros em todos os séculos, são por isso autênticos e assim em todas as controvérsias religiosas a Igreja deve apelar para eles como para um supremo tribunal; mas, não sendo essas línguas conhecidas por todo o povo de Deus, que tem direito e interesse nas Escrituras e que deve no temor de Deus lê-las e estudá-las, esses livros têm de ser traduzidos nas línguas vulgares de todas as nações aonde chegarem, a fim de que a palavra de Deus, permanecendo nelas abundantemente, adorem a Deus de modo aceitável e possuam a esperança pela paciência e conforto das escrituras.</p>
<p>Ref.  Mat.  5:18; Isa. 8:20; II Tim. 3:14-15; I Cor. 14; 6, 9, ll, 12, 24, 27-28; Col. 3:16; Rom. 15:4.</p>
<p>IX. A regra infalível de interpretação da Escritura é a mesma Escritura; portanto, quando houver questão sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto da Escritura (sentido que não é múltiplo, mas único), esse texto pode ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente.</p>
<p>Ref.  At.  15: 15; João 5:46; II Ped. 1:20-21.</p>
<p>X. O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas e por quem serão examinados todos os decretos de concílios, todas as opiniões dos antigos escritores, todas as doutrinas de homens e opiniões particulares, o Juiz Supremo em cuja sentença nos devemos firmar não pode ser outro senão o Espírito Santo falando na Escritura.</p>
<p>Ref.  Mat. 22:29, 3 1; At. 28:25; Gal. 1: 10.<br />
Para uma versão desta reflexão em Word COM NOTAS DE RODAPÉ, siga o seguinte link <a href="http://feemissao.wordpress.com/files/2007/07/inspiracao-das-escrituras.pdf" target="_blank"><strong>AQUI </strong></a></p>
<p>Para uma &#8220;tipologia&#8221; de diversas perspectivas sobre a inspiração das Escrituras, veja o seguinte diagrama: <a href="http://feemissao.wordpress.com/files/2007/07/natureza-divina-e-humana-das-escrituras3.pdf" target="_blank"><strong><em>A natureza divina e humana das Escrituras</em></strong></a></p>
<p><img src="http://rakeshkumar.wordpress.com/files/2006/08/technorati.gif" alt="Technorati" /><strong>Technorati: </strong><a href="http://www.technorati.com/tag/B?blia" rel="tag">Bíblia</a>, <a href="http://www.technorati.com/tag/inspiração+da+B?blia" rel="tag">inspiração da Bíblia</a>, <a href="http://www.technorati.com/tag/autoridade+da+B?blia" rel="tag">autoridade da Bíblia</a>, <a href="http://www.technorati.com/tag/inerrância" rel="tag">inerrância</a>, <a href="http://www.technorati.com/tag/Confissão+de+Westminster" rel="tag">Confissão de Westminster</a>, <a href="http://www.technorati.com/tag/hermenêutica" rel="tag">hermenêutica</a></p>
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